O Sindicato Médico de Rondônia (SIMERO) manifesta preocupação diante das informações divulgadas sobre o impasse envolvendo a prestação dos serviços de esterilização de instrumental cirúrgico e processamento de produtos para saúde em unidades da rede pública estadual.
Segundo as informações divulgadas, a empresa responsável pelo serviço em 13 unidades de saúde de Rondônia comunicou a suspensão das atividades em meio a uma disputa administrativa e financeira relacionada ao contrato mantido com o Estado. Entre as unidades envolvidas estão hospitais estratégicos para o atendimento da população, incluindo o Hospital de Base Ary Pinheiro e o Hospital Infantil Cosme e Damião, além de unidades do interior.
O caso exige atenção especialmente porque a esterilização adequada dos materiais utilizados nos procedimentos médicos e cirúrgicos constitui etapa indispensável para a segurança dos pacientes e dos profissionais de saúde. Qualquer instabilidade nesse serviço pode gerar impactos na realização de cirurgias, procedimentos e demais atendimentos que dependem de materiais devidamente processados.
Também foram divulgadas versões distintas sobre a situação operacional do serviço. Enquanto a Secretaria de Estado da Saúde informou que os atendimentos permanecem normalmente nas unidades e que medidas administrativas foram adotadas para garantir a assistência, a empresa contratada afirmou que os serviços de esterilização estariam suspensos.
Diante dessa divergência de informações, o SIMERO considera fundamental que a situação seja esclarecida de maneira rápida e transparente, principalmente quanto à continuidade efetiva do serviço de esterilização e às medidas de contingência adotadas para impedir qualquer prejuízo aos pacientes e às equipes que trabalham nas unidades de saúde.
Questões administrativas, contratuais ou financeiras precisam ser solucionadas pelos órgãos e instituições responsáveis sem permitir que seus efeitos alcancem a assistência prestada à população. Cabe ao poder público assegurar que os hospitais disponham permanentemente de materiais esterilizados em quantidade suficiente e dentro de todas as normas técnicas e sanitárias necessárias para a realização segura dos procedimentos.
O SIMERO acompanhará o caso e defende que a SESAU apresente informações claras às equipes médicas e à sociedade sobre a situação em cada uma das unidades envolvidas, bem como sobre as providências adotadas para garantir a continuidade do atendimento.
A entidade reforça que qualquer sinal de comprometimento da assistência deve ser tratado com máxima prioridade. A segurança dos pacientes, as condições adequadas para o exercício da medicina e a manutenção dos serviços essenciais da rede pública de saúde devem ser preservadas durante toda a resolução do impasse.